ACERVO

Karen Axelrud | S. C2, S. C1, P. N1 | 2015

Karen Axelrud | S. C2, S. C1, P. N1 | 2015

O conjunto que se encontra no corredor das salas de aula é formado por três gravuras individuais da mesma série. A artista explora a matriz da gravura em metal para criar suas composições geométricas. É a beleza matemática que encanta: formas precisas, regulares e exatas; feitas a partir de um número limitado de peças em cobre que Karen posiciona, reposiciona e sobrepõe, criando uma espécie de meta-gravura, ou seja, uma gravura sobre o próprio processo da gravura.

O título das gravuras é um código que a artista utiliza para se organizar já que produz muitas gravuras e tem relação com o tipo de procedimento que é feito nelas. Então, S.C significa sequência de cor e P.N significa positivo e negativo.

Quer conhecer o acervo permanente ou precisa de fotos das obras em alta qualidade? Escreva para o e-mail educativo@institutoling.org.br.

ficha técnica

  • Autor

    Karen Axelrud

  • Título

    S. C2, S. C1, P. N1

  • Ano

    2015

  • Técnica

    Gravura em metal

  • Dimensões

    17,83 x 26 cm

  • Local da obra

    Corredor das salas de aula

Abaixo você encontra um vídeo com a audiodescrição da obra:

 

Sobre esta série de trabalhos de Karen Axelrud, o curador, crítico e historiador de arte Eduardo Veras declara:

“A economia de meios e extensões parece convocar uma lembrança suprematista: preto sobre branco, preto sobre preto, branco sobre branco, plano com plano, contornos com contornos. Essa combinação à Malevich dá pistas, talvez, de uma dimensão espiritual da geometria – e da própria arte.”

Eduardo Veras em texto sobre a exposição Matriz

E no mesmo texto, continua:

“Se a gravura depende de uma matriz, o que acontece quando essa matriz independe de tinta? O que se passa quando a matriz transfere apenas seu volume e sua espessura para o papel? E se a matriz, coberta de tinta, não contiver um desenho para matizar, nenhum desenho além do próprio plano e de seu contorno? Ou ainda: e se a matriz, coberta de tinta mais uma vez, começar a reincidir sobre sua própria mancha?

Karen Axelrud testa nessas pequenas séries o que quer e o que pode a gravura em metal. Há limites nessa expansão? Até quando a gravura resiste como gravura? Talvez seja a consciência de si o que está em jogo.”


Sobre a Artista

Karen Axelrud
Crédito: Gerson Lima

Nascida em 1965, em Porto Alegre, onde vive e trabalha.

Karen Axelrud é pintora e gravadora, interessada principalmente por abstrações geométricas. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a artista estuda e desenvolve prática no campo artístico desde 2005. Ela também fez uma pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade FEEVALE, em 2012, com ênfase em Pintura, Desenho e Instalação.

Em sua pesquisa poética, Karen faz uso da repetição de linhas e formas em várias camadas e com sobreposições, o que sugere profundidade e movimento. A repetição serve “também como um compasso, um marcador de tempo da experiência” (site da artista). Segundo a própria artista, ela procura “um campo visual que possibilite perseguir diferentes caminhos e interpretações, tentando reter o tempo do processo e do observador” (site da artista). Atualmente as regras e os sistemas usados por Karen foram ficando menos perceptíveis, o que modifica aquilo que já era consolidado em sua obra, mas abre porta para novos desdobramentos.

Em 2016, realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), intitulada Matriz. No mesmo ano, foi premiada com o 2º lugar no 6º Prêmio Ibema de Gravura – o maior concurso do gênero promovido pela iniciativa privada no Brasil – com o trabalho DM 10. Em 2017, a mostra Matriz foi apresentada no Museu da Gravura da Cidade de Curitiba (MGCC). Em 2022, a Galeria Mamute (Porto Alegre) apresentou a exposição Deslizes em série, com curadoria de Eduardo Veras.

Dentre as coletivas, destacam-se as mostras Placentária, no MAC-RS, Porto Alegre (2018); Um recorte da coleção de gravuras do Mustrab, no Museu do Trabalho, Porto Alegre (2021); e Artistas Gaúchos, na Fundação Iberê Camargo (2021); além da participação na performance em grupo Quase Oração (2021).

Suas obras integram o acervo de relevantes instituições de arte do estado, como MARGS, Museu do Trabalho, Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) e Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS; além de fazer parte da Coleção Mônica e George Kornis, do Rio de Janeiro, uma das maiores coleções privadas de gravura do país.

Autor(a): Camila Salvá

 

PARA SABER MAIS sobre a artista

Site da artista

Instagram da artista

Site da galeria que representa a artista

Você sabia que essas obras estavam expostas no MARGS durante a 1ª Noite dos Museus? Assista o vídeo da exposição Matriz, que aconteceu em 2016! A mesma exposição viajou para o Museu da Gravura Cidade de Curitiba, em 2017, e é possível ver o vídeo da abertura no canal da artista no Youtube.

Assista o vídeo sobre a exposição Deslizes em série que aconteceu na Galeria Mamute em 2022!

 

Referências

Site da artista. Disponível em: https://www.karenaxelrud.com/

Entrevista concedida à equipe do Educativo do Instituto Ling em 16/09/2022.

Site da Galeria Mamute. Disponível em: https://www.galeriamamute.com.br/karen-axelrud

Texto de Eduardo Veras sobre a exposição Matriz. Disponível em: https://www.karenaxelrud.com/texto-matriz

Reportagem sobre a artista e o Prêmio Ibema. Disponível em: https://www.revistamuseu.com.br/site/br/noticias/nacionais/1702-30-11-2016-artista-gaucha-e-premiada-no-maior-concurso-de-gravura-do-pais.html

Reportagem sobre o 6º Prêmio Ibema de Gravura. Disponível em: http://fatoagenda.blogspot.com/2016/12/mostra-6-premio-ibema-gravura.html

Artigo da Revista Valor Econômico sobre a Coleção Mônica e George Kornis. Disponível em: https://valor.globo.com/eu-e/noticia/2012/11/07/colecao-particular-vai-virar-museu-de-gravuras-no-rio.ghtml